Ola Nikimada maluca!
Enfim, home! Que viagem fantástica, o ruim foi que acabou... rsrsrs... Aliás, tenho de contar uma coisa: hoje, quando saímos de Campinas, me deu uma tristeza danada, só de lembrar de que amanhã não vou ter 500 km pra rodar... Ô frustação!
Bom, no total foram 4.000 km de muito divertimento, muita alegria e descontração e o melhor de tudo é que já tem gente fazendo planos para o 14º Mercocycle em Santa Maria em 2010, sinal que gostaram do passeio.
Vamos lá: sai cedo do apart-hotel que ficamos, fui direto à Feltrim, concessionária Suzuki de Campinas. Um pessoal super atencioso, foi pegar minha moto, colocar a corrente no lugar e lubrificar que ela ficou ótima. Saímos do hotel, pra variar, 11h00, já virou vicio. Não conseguimos sair nenhum dia mais cedo... O Kleber dorme demais! Viemos muito bem pela SP-065, a Dom Pedro I até Atibaia (60 km) onde tomamos direção para Belo Horizonte. Quando paramos em Pouso Alegre para abastecer, o Kleber notou que meu pneu traseiro estava baixo, fomos ver e tinha um belo pregão fincado. Tentamos aquele spray reparador e necas, mas o borracheiro ao lado tinha o tal macarrãozinho, foi colocar e pronto, viemos sem problemas. Fizemos um segundo abastecimento em Oliveira e acabamos de chegar às 18h00, nesse transito maluco e debaixo de alguma chuva.
Bom, agora o resumo!
Primeiro agradecer nosso parceiro principal da viagem, o Nosso Senhor Bom Jesus do Matosinhos, competentíssimo companheiro de estradas principalmente quando se trata de proteger aqueles que O trazem no coração. Era só a gente apontar no horizonte que Ele imediatamente soprava as nuvens pra longe, ou quando as deixava, tratava de fazer chover antes de a gente chegar. Quando meu pneu furou, ele já havia nos colocado em um posto de gasolina AO LADO do borracheiro... Pode?! Assim, mais uma vez, fico em dívida, prometo ir em breve à Conceição do Mato Dentro para agradecer as Graças no belo Santuário dedicado ao Bom Jesus do Matosinhos!
Segundo, o prezado Renato Lopes, carinha da melhor espécie, gentil, prestativo, enfim, anda já passando do patamar de amigo, já virou uma mãe! Grande embaixador de Santa Maria, não deixa a peteca cair, olha tudo e a todos, e ainda leva a gente para muambar em Rivera, Uruguai. Grande King Nikima dos Pampas, Rei dos Gaudérios, e se candidatar a prefeito de Santa Maria, troco o título de eleitor pra lá só para votar nele! Mais uma vez, obrigado meu amigo!
Terceiro, meu prezado amigo Bonner. Uma dama em pessoa, companheirão, mediador, grande motociclista, piloto exemplar, e ainda tem aquela V-Strom mão-de-vaca só pra matar a gente de inveja nos abastecimentos. A família, esposa e filhos estão acima de qualquer coisa, ficamos impressionados com tanto amor que dedica a eles. Infelizmente, a família e o trabalho o forçaram a voltar mais cedo, mas com a impressão que deixou para trás, hoje posso considerar mais um irmão que ganhei na vida.
Quarto, o grande Maurinho! Infelizmente não havia convivido com ele antes, perdi muita coisa, êta carinha porreta! E um excelente piloto, fez aquela DragStar vira bicho na estrada, só maneiramos a velocidade na frente para chegar algum resto de pedaleira em Santa Maria. Era só faísca subindo! Companheiro de ultima hora do bonde mineiro, ano que vem, meu caro, já esta intimado a ficar no mínimo 2 semanas, combinado?!
Quinto, o prezado amigo Kleber com K, conhecido internacionalmente com o Véio decrépito e nacionalmente como Vigilante Rodoviário! Se derem um apito pra ele, um bloquinho de multas, pronto, o cara enquadra metade dos viajantes da estrada! Rapaz, era só o carinha na frente bobear na ultrapassagem e ficar na frente dele por uns 2 segundos que lá vinha farol alto e pisca-pisca - rsrsrs... E quando passava, o Kleber trepava no banco e lá vinha espinafração! Era gesto pra todo lado: AQUI (esquerda) SOU EU, SEU PO... VC É LÁ (direira) !!!!!!!! rsrsrsr... Nunca me diverti tanto numa viagem! É um grande amigo, companheiraço motociclista, e alem de tudo super paciente... Passou 4.000 km tentando me convencer que viajar é manter 180 km por hora de M-É-D-I-A e eu passei os 4.000 km tentando convencê-lo que viajar é rodar 180 km o D-I-A T-O-D-O! Apesar do descompasso dos velocímetros, saímos juntos, viajamos juntos e chegamos juntos. Esqueci de um comentário: como o Kleber tá tocando bem aquela Fazer 600, rapaz, o cara tá pilotando que nem menino! Obrigado pela companhia e amizade, Klebão! Em breve vamos viajar pela vida novamente que vou te azucrinar outra vez!
Bom, encerrou... Estou triste porque quando comecei a achar que o mundo é feito de motocicleta rodando 500 km por dia, acabou a brincadeira. Também, a saudade de minha Rosa e meus filhos e meus familiares é algo insuperável, mesmo pela querida V-Strom... Até!